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16
janeiro
2020
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Após decisão da China países precisam encontrar novas soluções para o lixo

Você sabia que a China já foi considerada o principal destino de todo o lixo do mundo? Saiba mais sobre essa história e como ela afeta a economia mundial. Boa leitura!

 

Contextualizando

Desde 1980, o país se configurou como o principal importador do lixo estrangeiro, recebendo mais da metade dos resíduos sólidos das nações desenvolvidas até então. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), fabricantes chineses costumavam importar cerca de 7,3 milhões de toneladas de plástico, ou seja, o equivalente a 70% de todo o material descartado no mundo todo.

Essa estratégia garantiu ao país asiático um meio mais barato de produzir mercadorias à sua economia ainda em ascensão. Mas, por outro lado, isso acarretou no aumento da poluição tóxica no meio ambiente, deixando graves consequências para a saúde pública.

O cenário mudou em julho de 2017, em uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) que aconteceu em Genebra, Pequim anunciou que reduziria suas importações de resíduos plásticos e de papel. Isso deixou muitos países preocupados, sem saber o que fazer com o seu próprio lixo.

 

A decisão da China

A nova resolução da China começou a valer em meados de 2018 e proíbe a importação de 24 categorias de resíduos sólidos. Isso significa que o país não parou de receber a “sucata estrangeira”, apenas elevou o padrão e só receberá aquilo que realmente estiver de acordo com as suas exigências.

O papelão, por exemplo, continuará sendo importado, só que agora muito mais limpo e seguindo um novo padrão de qualidade. O problema é que grande parte dos países não consegue cumprir tais exigências e, com isso, precisam pensar em novas estratégias para lidar com o próprio lixo.

Desde então, a China está focada em resolver os próprios problemas com poluição, assim como os demais países que antes dependiam da potência asiática.

 

O que esperar a partir de agora?

Além de solucionar o problema do lixo em diversos países, em especial os mais desenvolvidos como EUA e União Europeia, o comércio do lixo também movimentava a economia. Segundo dados da ONU, China e Hong Kong movimentavam US$ 21,6 bilhões por ano.

Embora a decisão da China tenha sido tomada há um tempo, os países ainda buscam outras alternativas para o problema do lixo. De acordo com o Escritório Internacional de Reciclagem (BIR, na sigla em inglês), novos mercados para esses produtos podem ser explorados em países como: Tailândia, Vietnã, Camboja, Malásia, Índia e Paquistão.

Mas, muito além disso, é preciso que os países construam políticas efetivas para a produção e descarte consciente desses resíduos. De acordo com a ONU, o governo do Reino Unido já vem estudando como alternativa cobrar dezenas de milhões de libras a mais dos supermercados, varejistas e grandes empresas, para arcar com os custos da reciclagem.

A União Europeia vem estudando uma estratégia para que todas as embalagens plásticas sejam reutilizáveis e recicláveis até 2030. Além do impacto ambiental, o modelo irá gerar mais de 200 mil empregos.

Ideias inovadoras, que se colocadas em prática vão impactar positivamente no futuro do meio ambiente. Apesar da perda da China, agora a esperança é de cada país consiga arcar com a sua própria produção de lixo, em busca de um mundo melhor e mais saudável.

Interessante não é mesmo? E você, já pensou em maneiras de reduzir a própria produção de resíduos? Um boa alternativa é a Logística Reversa, para saber mais clique aqui.


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