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14
novembro
2019
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Cargo IMO 2020: entenda tudo sobre o novo limite de enxofre no transporte marítimo

Você já sabe o que é Cargo IMO 2020? Fique ligado, pois mudanças no cenário do comércio internacional estão por vir.

Segundo a Organização Marítima Internacional (IMO), organismo da ONU que é responsável por garantir uma indústria mundial limpa, segura e eficiente para o transporte marítimo, novas regulamentações serão implementadas para o próximo ano. Confira o que vai mudar:

 

Sustentabilidade embarca em navios pelo mundo

A partir da IMO 2020, algumas alterações foram estudadas no âmbito da sustentabilidade para o ano que vem. A principal delas é a nova regulamentação que determinou um limite de 0,5% em emissões de enxofre para a frota de navios.

Este é um esforço da organização em reduzir as emissões de óxido de enxofre na atmosfera. A decisão surgiu da Convenção Internacional da Organização Marítima Internacional para a prevenção da poluição por navios (MARPOL), porém, a mudança já vem sendo discutida desde 2008.

Atualmente, as embarcações podem emitir o enxofre a um volume de 3,5% (3% a mais do que o novo limite). Isso é decorrente do uso do óleo IFO380, um combustível intermediário com uma viscosidade máxima de 380 centistokes (unidade de medida da viscosidade do Petróleo).

Para que seja possível atingir as metas estabelecidas pela nova regulamentação, os armadores devem utilizar opções alternativas de óleo combustível. Com isso, devemos esperar mais mudanças além do impacto positivo no meio ambiente, pois irá afetar também o custo operacional dos navios.

 

Como isso pode te afetar

A preocupação com o meio ambiente é um grande avanço para o comércio internacional. Porém, é necessário estar preparado para o aumento que isso vai representar no custo operacional e do frete das embarcações.

Alguns armadores já anunciaram acréscimo de tarifa de bunker para compensar este aumento ocasionado pela troca de combustível. O valor deve ser cobrado separadamente do frete marítimo básico, pois representa uma parte significativa do custo do transporte. Como referência, em 2 de agosto de 2019, a diferença de preço entre o VLSFO e o IFO380 era de USD 238,50 por tonelada métrica (bunker médio global).

Além disso, outros armadores deverão trocar parte da sua frota mais antiga para se adequar à nova realidade, o que também influenciará nos valores.

 

O que vai acontecer a partir de agora

A IMO 2020 aconselha quatro métodos que os navios podem utilizar para conseguir atender aos padrões de emissões de enxofre mais baixos. São eles:

1) Utilização do óleo combustível de baixo teor de enxofre
Será desenvolvido um combustível mais fino e 6 vezes menos poluente que o utilizado atualmente. O investimento para isso pode ser alto, por isso, sua disponibilidade para embarque ainda está sendo estudada;

2) Gás como combustível
Este gás, quando aceso emite pouco óxido de enxofre. Ele já é testado em alguns automóveis e agora vai poder ser usado nos navios também;

3) Metanol como combustível alternativo
Apesar do alto custo, este combustível tem baixos níveis de enxofre e baixas emissões de CO2. O grande desafio aqui são os altos volumes necessários para abastecer um navio: um único navio de tamanho gigante pode consumir a produção anual do biocombustível para um navio de tamanho médio, cerca de 100 milhões de litros.

4) Uso de catalisadores
Com os aparelhos de limpeza de gases de escape, as emissões são “limpas” antes mesmo de serem libertadas na atmosfera. O catalizador filtra os poluentes emitidos pela embarcação e pode ser implantado nos navios atuais.

A nova regulamentação passa a valer apenas em 2020 e é importante se planejar desde já para as mudanças que vão acontecer nas operações internacionais.


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