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29
abril
2020
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Mercosul sem Argentina: entenda os impactos desse acontecimento no comércio internacional

Mercosul paralisado. Esta é a nova realidade que o bloco comercial formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai está vivendo.

Após celebrar a assinatura de um acordo muito esperado com a União Européia no ano passado, o governo argentino anunciou na sexta (24/04) que vai deixar de lado as novas negociações para TLCs (Tratados para Livre Comércio) e focar na atual situação do seu país devido à pandemia de COVID-19.

No momento, o bloco estava negociando novos acordos comerciais com a Coreia do Sul, Canadá, Índia, Líbano e Cingapura. Confira mais detalhes sobre a decisão argentina e como ela pode impactar no Comércio Exterior.

A decisão da Casa Rosada

Após uma reunião virtual com os coordenadores nacionais, o governo argentino solicitou que as atuais negociações fossem congeladas. Também apresentou um relatório que previa a diminuição do PIB dos países desenvolvidos e, com isso, queda de 32% no comércio internacional.

Após apresentar tais dados, o governo de Alberto Fernández defendeu estar com foco total na proteção de empresas locais e da população mais pobre do país em meio a pandemia de COVID-19.

A resposta dos demais países do Mercosul foi negativa ao apelo da Argentina que, por sua vez, decidiu se afastar do bloco comercial no momento.

A decisão gerou alguns conflitos internos no país. De um lado, temos o grupo que defende o Macrismo (movimento político que apoia os ideias de Mauricio Macri) criticando a atual postura do governo argentino, enquanto os aliados acreditam que a luta contra o COVID-19 deve ser de fato o foco principal do país neste momento.

Reação dos outros países

Em resposta ao acontecimento, os outros países que compõem a aliança comercial reagiram de forma diplomática. O Paraguai, atual pro tempore do bloco, disse estar estudando os mecanismos legais e necessários para que as negociações que estavam em andamento prossigam.

O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Ernesto Talvi, desejou retorno imediato à Argentina, alegando em sua fala que “juntos somos mais”.
Enquanto isso, no Brasil, o Itamaraty se posicionou dizendo que vai continuar os trabalhos ao lado do Paraguai e Uruguai a fim de conquistar um comércio aberto e livre em outros países.

Principais impactos da decisão argentina

A principal especulação após o afastamento da Argentina do Mercosul é quanto ao futuro do bloco comercial. Muitos especialistas apontam este fato como sendo o princípio do fim a união aduaneira dele.

A expectativa é de que o grupo se torne no futuro apenas uma área de livre comércio, ou seja, os produtos continuam sendo vendidos sem taxas de um país para outro. Mas cada nação poderá fechar acordos comerciais bilaterais sem depender da aprovação dos demais integrantes do bloco.

Em um primeiro momento, ainda em meio à pandemia do coronavírus, especialistas apontam que ainda não é o momento de acelerar nenhum acordo comercial. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma negociação entre Mercosul e Coréia do Sul, por exemplo, pode prejudicar produtores brasileiros e aumentar em US$ 7 bilhões o déficit comercial com o país asiático.

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