01 – Decisão da Suprema Corte dos EUA anula tarifaço e novo modelo tarifário é definido
Uma decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos anulou o chamado “tarifaço” adotado durante o governo de Donald Trump, ao entender que o Poder Executivo extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sem aprovação do Congresso. O tribunal reforçou que medidas desse tipo devem respeitar os limites legais previstos para a política comercial do país.
Após o julgamento, o governo americano anunciou a aplicação de uma nova tarifa de 15% sobre determinados produtos importados. Diferente do modelo anterior, a alíquota passa a valer de forma uniforme para todos os países, alterando o cenário das relações comerciais com os Estados Unidos.
No caso do Brasil, o impacto direto é limitado. Segundo o governo brasileiro, apenas cerca de 1% dos produtos exportados aos EUA são atingidos pela nova tarifa e, em alguns setores, a alíquota foi zerada, como combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves.
Para o comércio internacional, o julgamento traz efeitos relevantes. Mesmo com a definição de limites legais para a política tarifária dos EUA, a adoção de uma nova tarifa de 15% indica que a estabilidade regulatória ainda não está garantida, impactando o planejamento das empresas que atuam no mercado global.
02 – Greve paralisa portos argentinos e afeta embarques de grãos
Uma greve nacional de trabalhadores marítimos e portuários interrompeu temporariamente as operações nos principais portos da Argentina, afetando diretamente o escoamento de grãos e outras commodities agrícolas. A paralisação atingiu terminais estratégicos responsáveis por grande parte das exportações do país.
Durante o período de inatividade, atividades como carregamento e descarregamento de embarcações foram suspensas, gerando atrasos nos cronogramas logísticos e incertezas para exportadores e importadores. A Argentina é um dos principais fornecedores globais de soja, milho e derivados, o que amplia o impacto da paralisação no comércio internacional.
O movimento sindical foi motivado por propostas de reformas trabalhistas que vêm sendo debatidas no país. A tensão entre governo e sindicatos reacendeu discussões sobre direitos trabalhistas e competitividade econômica.
Embora as operações estejam sendo retomadas gradualmente, o episódio evidencia o quanto o comércio exterior depende de estabilidade operacional e diálogo institucional. Para empresas que atuam na cadeia internacional, gestão de risco e planejamento logístico seguem sendo fundamentais.
03 – Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% em 2025
O comércio bilateral entre Brasil e Reino Unido apresentou crescimento de 10,5% em 2025, alcançando aproximadamente US$ 17,3 bilhões no período analisado. O avanço reforça a importância da parceria estratégica entre os dois países no cenário internacional.
As exportações brasileiras tiveram desempenho positivo, impulsionadas principalmente por produtos como carnes, bebidas e bens industriais intermediários. Ao mesmo tempo, o Reino Unido ampliou sua presença no mercado brasileiro, com destaque para serviços e produtos de maior valor agregado.
O crescimento também evidencia uma diversificação da pauta comercial, reduzindo a dependência de itens tradicionais e ampliando oportunidades em segmentos estratégicos. Essa dinâmica contribui para fortalecer as relações econômicas de longo prazo.
Para empresas brasileiras que atuam ou desejam atuar no mercado europeu, o cenário representa oportunidades relevantes. Monitorar acordos comerciais, tendências regulatórias e demandas específicas do mercado britânico pode ser decisivo para ampliar competitividade e presença internacional.