01 – Brasil supera expectativas e registra US$ 349 bi em exportações em 2025
O Brasil encerrou 2025 com um resultado histórico no comércio exterior ao alcançar aproximadamente US$ 349 bilhões em exportações. O número representa o maior valor já registrado pelo país e evidencia a capacidade das empresas brasileiras de manter competitividade mesmo diante de um cenário internacional marcado por instabilidades econômicas e ajustes logísticos.
O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento do valor exportado quanto pela expansão do volume embarcado, superando as projeções globais de crescimento do comércio. Diversos mercados estratégicos ampliaram suas compras do Brasil, reforçando a diversificação dos destinos e reduzindo a dependência de poucos parceiros comerciais.
Entre os setores que mais contribuíram para esse desempenho estão o agronegócio, a indústria de transformação e a mineração. Produtos como soja, café, carnes, alumina e veículos comerciais alcançaram patamares recordes, demonstrando a força da pauta exportadora brasileira e sua capacidade de atender diferentes demandas internacionais.
Além do avanço das exportações, as importações também cresceram, elevando a corrente de comércio a um novo recorde. O saldo positivo reforça a importância de planejamento logístico, compliance aduaneiro e estratégias bem definidas de comércio exterior para sustentar esse ritmo nos próximos anos.
02 – Produção automotiva no Brasil enfrenta riscos com avanço de kits importados
A indústria automotiva brasileira acendeu um sinal de alerta diante do avanço da importação de veículos desmontados nos formatos SKD e CKD. Esse modelo produtivo, baseado na montagem local de kits vindos do exterior, pode reduzir significativamente o nível de industrialização nacional e enfraquecer a cadeia produtiva instalada no país.
Estudos do setor indicam que a ampliação desse formato pode resultar na perda de dezenas de milhares de empregos diretos, além de afetar fornecedores, prestadores de serviço e toda a cadeia de autopeças. O impacto não se limita ao mercado de trabalho, mas também à arrecadação, à inovação e à capacidade produtiva de longo prazo.
A preocupação central está no risco de o Brasil deixar de realizar etapas mais complexas da produção, tornando-se apenas um centro de montagem. Esse movimento compromete investimentos, desenvolvimento tecnológico e a competitividade da indústria nacional frente a outros mercados.
Em um contexto de transição tecnológica, com foco em eletrificação e novos modelos de mobilidade, o setor defende políticas que incentivem a produção local de forma equilibrada, preservando empregos, know-how industrial e a sustentabilidade da cadeia automotiva brasileira.
03 – Reciclagem animal ganha espaço nas exportações brasileiras
O Brasil deu um passo importante na ampliação de sua presença internacional ao consolidar um fluxo contínuo de exportações de produtos da reciclagem animal para a Colômbia. A conquista fortalece a posição do país em um segmento estratégico, que alia sustentabilidade, aproveitamento de subprodutos e geração de valor.
O acordo permite o envio regular de itens como farinhas, gorduras, proteínas hidrolisadas, hemoderivados e palatabilizantes, ampliando a previsibilidade das operações e criando um ambiente mais seguro para exportadores brasileiros. A medida também reforça a confiança do mercado colombiano nos padrões sanitários e produtivos do Brasil.
Essa consolidação é resultado de esforços conjuntos entre entidades setoriais e iniciativas de promoção comercial, que buscam abrir mercados e fortalecer cadeias produtivas com alto potencial de crescimento. O setor de reciclagem animal ganha destaque ao mostrar sua relevância econômica e ambiental.
Com o fluxo comercial estabelecido, novas oportunidades surgem para empresas brasileiras interessadas em expandir sua atuação internacional, diversificar mercados e fortalecer relações comerciais na América Latina, com impacto positivo para toda a cadeia de comércio exterior.