01 – Fim das cotas de importação de veículos e a visão da Anfavea
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avaliou de forma positiva a decisão do governo federal de não pautar a prorrogação das cotas de importação, que deixaram de vigorar no fim de janeiro de 2026. O regime permitia a entrada de determinados veículos, especialmente híbridos e elétricos, com isenção do imposto de importação. Para a entidade, o encerramento do benefício representa um passo relevante para o fortalecimento da indústria nacional.
Na visão da Anfavea, a medida tende a estimular investimentos produtivos no país, incentivando montadoras a ampliar etapas da cadeia industrial local. Isso inclui não apenas a montagem final, mas processos mais complexos, capazes de gerar empregos e promover maior desenvolvimento tecnológico no setor automotivo brasileiro.
A associação também reforçou sua posição contrária à criação de novos regimes semelhantes no futuro. O entendimento é que políticas de incentivo devem priorizar a produção interna e a agregação de valor no Brasil, evitando distorções competitivas entre empresas que produzem localmente e aquelas que operam majoritariamente por meio de importações.
Esse novo cenário pode influenciar decisões estratégicas das montadoras e de toda a cadeia automotiva, impactando fornecedores, logística e planejamento industrial. Para o setor, a expectativa é que o foco na produção nacional contribua para maior competitividade e sustentabilidade no longo prazo.
02 – Brasil aposta em conectividade para fortalecer o comércio exterior
O governo federal oficializou a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana, iniciativa que busca aprimorar a conexão logística entre o Brasil e os países vizinhos. A proposta define cinco rotas estratégicas, elaboradas em conjunto com estados fronteiriços, com o objetivo de integrar infraestrutura, facilitar o transporte de cargas e fortalecer o comércio regional.
A expectativa é que a melhoria dessas conexões contribua para a redução de custos e do tempo de deslocamento de mercadorias, tanto no comércio com países sul-americanos quanto no acesso a mercados mais distantes. Ao priorizar uma abordagem multimodal, o programa pretende tornar as cadeias logísticas mais eficientes e competitivas.
Além da infraestrutura física, o plano também considera aspectos como conectividade digital, integração energética e simplificação de processos em áreas de fronteira. Esses fatores são essenciais para criar um ambiente mais favorável ao comércio e para reduzir gargalos históricos que impactam o escoamento da produção.
Com essa iniciativa, o Brasil sinaliza uma estratégia de longo prazo voltada à integração regional e à diversificação de fluxos comerciais. O fortalecimento das rotas continentais pode representar novas oportunidades para empresas exportadoras e importadoras, ampliando a competitividade do país no cenário internacional.
03 – Agropecuária impulsiona exportações no início de 2026
As exportações do setor agropecuário brasileiro apresentaram crescimento de 2,1% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho contribuiu de forma relevante para o resultado da balança comercial no mês, reforçando a importância do agronegócio para o comércio exterior do país.
Mesmo em um cenário de variações no volume total exportado pelo Brasil, o avanço do setor agropecuário demonstra sua resiliência e capacidade de sustentar resultados positivos. A redução das importações do segmento também colaborou para o equilíbrio das contas externas no início do ano.
A demanda internacional por produtos agropecuários brasileiros segue consistente, abrangendo desde commodities tradicionais até itens com maior valor agregado. Essa diversidade de produtos e mercados contribui para mitigar riscos e manter o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos.
Para empresas ligadas ao agronegócio, o cenário aponta para oportunidades contínuas em 2026, com espaço para planejamento estratégico, ampliação de mercados e otimização das operações de comércio exterior. O desempenho do setor reforça seu papel central na economia brasileira e na geração de resultados positivos para a balança comercial.