01 – Cronograma de desligamento da DI avança no Portal Único
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal (RFB) apresentaram a atualização do cronograma de desligamento do sistema Siscomex DI, ampliando a obrigatoriedade de uso do LPCO e da Duimp no Portal Único de Comércio Exterior. A transição segue as diretrizes do Novo Processo de Importação (NPI) e visa modernizar as operações alfandegárias.
A efetivação dessas datas de desligamento, no entanto, dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC. Caso as validações não apontem problemas sistêmicos impeditivos, será vedado ao importador continuar realizando as operações através da tradicional Declaração de Importação (DI) a partir das datas estipuladas.
Para as empresas atuantes no comércio exterior, é essencial acompanhar as situações especiais descritas no manual, como as operações sujeitas a mais de um órgão anuente ou com regimes tributários múltiplos. O planejamento estratégico e a antecipação às regras da Duimp são vitais para evitar custos adicionais e possíveis atrasos no desembaraço das mercadorias.
02 – China restringe exportações de fertilizantes e combustíveis
A China intensificou recentemente as restrições às exportações de fertilizantes e combustíveis, gerando preocupações sobre o abastecimento global em meio às tensões da guerra no Oriente Médio.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) orientou os exportadores a suspenderem os embarques internacionais de linhas específicas de produtos.
Embora o governo de Pequim não tenha emitido comunicados oficiais, o mercado interpreta a medida como uma tentativa de preservar os estoques domésticos de insumos e energia diante das incertezas internacionais.
As restrições afetam principalmente as misturas de nitrogênio e potássio, e estima-se que até metade do volume exportado pela China – o equivalente a cerca de 40 milhões de toneladas – possa estar sob controle restrito. No mercado internacional, os preços já sentem o reflexo: a ureia acumula alta de cerca de 40%.
O Brasil, que teve a China como seu terceiro maior fornecedor de fertilizantes em 2025 (11,5% de participação nas importações), pode sentir os reflexos dessa política. Contudo, especialistas avaliam que o impacto no país tende a ser limitado no curto prazo, visto que o adubo para a safra atual já foi adquirido, transferindo as eventuais pressões de custo e fornecimento para as próximas safras.
03 – Agronegócio impulsiona balança com exportações recordes
O Brasil reforçou sua posição como um dos principais fornecedores de alimentos e pilares da segurança alimentar no mundo. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), as exportações do agronegócio alcançaram a impressionante marca de US$ 169,2 bilhões em 2025, respondendo por 48,5% de tudo o que o país exportou no período.
O sucesso reflete a alta produtividade, inovação e sustentabilidade do setor, cujas estimativas para a safra de grãos 2025/26 apontam para um recorde histórico de 353,4 milhões de toneladas. Atualmente, o país atende cerca de 10% da população mundial nos cinco continentes, mantendo liderança global na produção e exportação de itens de peso como soja, café, milho, açúcar, algodão e suco de laranja.
Para sustentar essa capacidade e assegurar o abastecimento e a competitividade comercial, políticas públicas estruturantes têm sido fundamentais. O Plano Safra 2025/2026, por exemplo, destinou R$ 516 bilhões ao setor. Somado a isso, as rigorosas práticas de defesa agropecuária garantem a inocuidade dos alimentos e fortalecem a confiança nos produtos brasileiros dentro do disputado comércio internacional.