01 – DUIMP e Reforma Tributária ampliam exigências para importadores
A implementação da Declaração Única de Importação (DUIMP) em conjunto com as mudanças previstas pela Reforma Tributária está trazendo novas responsabilidades para as empresas que atuam no comércio exterior. Com a inclusão de informações relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) no Portal Único, os processos de importação passam a exigir ainda mais integração entre as áreas fiscal, logística e de compras.
Entre as novas exigências está o preenchimento de dados específicos sobre o destino e o local de consumo das mercadorias, além de outras informações necessárias à adequação tributária. Embora 2026 seja considerado um período de testes para os novos tributos, a ausência ou inconsistência de dados obrigatórios já pode impedir o registro da DUIMP e provocar retenções de cargas em portos e aeroportos.
Um dos principais desafios está na organização das informações utilizadas durante a operação. Quando os dados ficam dispersos entre planilhas, sistemas e diferentes departamentos, aumentam as chances de divergências, retrabalho e atrasos. Por isso, a adaptação não depende apenas do conhecimento das novas regras, mas também da revisão dos processos internos e da qualidade das informações compartilhadas entre as equipes.
Com a aproximação de 2027, quando a transição tributária avançará para uma nova etapa, antecipar ajustes será fundamental para manter a regularidade das operações. Investir em tecnologia, padronizar procedimentos e fortalecer a comunicação entre os setores são medidas importantes para reduzir riscos e garantir mais previsibilidade às importações.
02 – Exportações brasileiras de máquinas crescem 5,5% em 2026
As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos alcançaram US$ 10,1 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, registrando crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que, mesmo diante de um cenário de desaceleração do setor, as vendas internacionais continuam apresentando resultados positivos.
Entre os segmentos que contribuíram para esse desempenho estão os de componentes para bens de capital, máquinas destinadas à logística e à construção civil, equipamentos para infraestrutura e indústria de base, além de máquinas para os setores agrícola e de transformação. Estados Unidos, Argentina, Singapura, Paraguai e México aparecem entre os principais destinos dos produtos brasileiros.
Apesar do avanço nas exportações, outros indicadores demonstram que a indústria enfrenta desafios. As importações de máquinas e equipamentos cresceram 4,8% no acumulado do ano, chegando a US$ 24,9 bilhões. Já a receita da indústria brasileira de máquinas registrou retração de 13,4% até setembro, enquanto o consumo aparente do setor recuou 11,7%. Entre os fatores que influenciam esse cenário estão os juros elevados e os impactos da variação cambial sobre os negócios.
O desempenho das exportações reforça a relevância dos mercados internacionais para a indústria brasileira e evidencia oportunidades para empresas que buscam ampliar sua presença no exterior. Nesse contexto, a competitividade não depende apenas da qualidade dos produtos, mas também de uma operação logística bem estruturada, capaz de conectar fornecedores, mercados e clientes com eficiência. O planejamento do transporte internacional é parte importante dessa estratégia de expansão
03 – Brasil pode voltar ao grupo das oito maiores economias em 2027
O Brasil poderá recuperar, em 2027, a posição de oitava maior economia do mundo, de acordo com as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa faz parte do relatório Perspectivas da Economia Mundial e considera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá alcançar US$ 2,80 trilhões no próximo ano. Caso a previsão se confirme, o país ultrapassará Itália e Rússia no ranking internacional.
Em 2026, a expectativa é que o Brasil encerre o ano na décima colocação, com um PIB estimado em US$ 2,655 trilhões. A última vez que o país ocupou a oitava posição foi em 2017. O levantamento também projeta a permanência brasileira nesse grupo até 2031, último ano contemplado pelas estimativas divulgadas pelo organismo internacional.
O cenário global também aponta mudanças na distribuição das maiores economias. Estados Unidos e China devem continuar nas duas primeiras posições, enquanto a Índia tem previsão de avançar no ranking, ultrapassando Reino Unido e Japão. Essas movimentações demonstram como diferentes mercados vêm ganhando relevância na economia mundial e influenciando as relações comerciais entre os países.
Para o comércio exterior brasileiro, a perspectiva de crescimento econômico reforça a importância de acompanhar as transformações do mercado internacional. A ampliação da atividade econômica pode favorecer oportunidades de negócios, investimentos e movimentação de mercadorias, embora o posicionamento no ranking, calculado em dólares, também seja influenciado por fatores como câmbio e desempenho econômico. Nesse contexto, empresas que importam e exportam precisam acompanhar os indicadores e planejar suas operações considerando tanto o cenário nacional quanto as tendências globais.