01 – Brasil bate recorde nas exportações de carne bovina para os EUA
Em setembro de 2026, os Estados Unidos importaram 44,44 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil, superando o recorde anterior, registrado em abril de 2025, quando os embarques chegaram a 44,13 mil toneladas. Considerando também os produtos processados e industrializados, o volume total enviado ao mercado norte-americano alcançou 48,3 mil toneladas. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram a força da demanda internacional pela proteína brasileira.
O resultado evidencia a relevância dos Estados Unidos para a diversificação dos destinos das exportações brasileiras. A ampliação das compras norte-americanas ganha importância em um cenário no qual mudanças tarifárias e comerciais podem alterar a competitividade dos produtos nacionais em diferentes mercados. Com mais de um destino relevante, o setor pode encontrar novas oportunidades de negócios e reduzir a dependência de compradores específicos.
O avanço também reforça a importância de uma estrutura logística preparada para atender às exigências do comércio internacional. A exportação de produtos de origem animal envolve planejamento de embarques, cumprimento de requisitos sanitários, controle documental e coordenação entre fornecedores, transportadores e demais agentes da cadeia. A eficiência dessas etapas contribui para preservar a qualidade da mercadoria e garantir que ela chegue ao destino dentro das condições estabelecidas.
02 – ANTAQ exige comprovação de custos para autorizar taxa de seca na Amazônia
A cobrança de sobretaxas no transporte marítimo de cargas na Região Amazônica passou a enfrentar uma análise regulatória mais rigorosa. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) estabeleceu novos critérios para avaliar a chamada Low Water Surcharge (LWS), ou taxa de seca, aplicada em situações nas quais a redução do nível dos rios compromete as condições de navegação. A medida busca garantir que os valores cobrados tenham justificativa técnica e econômica.
Com os novos procedimentos, as empresas de navegação precisam demonstrar a relação entre a estiagem, os impactos operacionais e os custos extraordinários que fundamentam a sobretaxa. A comunicação da cobrança, por si só, não garante sua aprovação. Em um caso envolvendo operações com origem ou destino em Manaus, a ANTAQ não homologou a cobrança apresentada pela CMA CGM naquele momento e determinou a suspensão dos valores abrangidos pela decisão, até nova manifestação regulatória.
A discussão tem implicações diretas para o planejamento logístico de empresas que dependem do transporte aquaviário na região. Durante períodos de estiagem severa, a redução da profundidade dos rios pode exigir embarcações com menor calado, alterações de rotas e escalas, redistribuição de cargas e operações de transbordo. Essas adaptações podem elevar os custos e aumentar a complexidade das operações, afetando prazos e previsibilidade.
03 – Exportações brasileiras impulsionam superávit comercial em setembro
O Brasil encerrou setembro de 2026 com superávit comercial de US$ 7,74 bilhões, mais que o dobro dos US$ 3,14 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações somaram US$ 34,4 bilhões, crescimento de 12,9% na comparação anual. O resultado foi favorecido principalmente pela valorização dos produtos vendidos ao exterior e pelo aumento do volume exportado.
Entre os destaques do período está o avanço das vendas de petróleo bruto, enquanto a União Europeia ampliou suas compras de produtos brasileiros, com crescimento de 60%. Já as exportações destinadas aos Estados Unidos também registraram alta, apesar das mudanças tarifárias no comércio bilateral. Em sentido contrário, as compras chinesas recuaram, refletindo, entre outros fatores, a redução dos embarques de carne bovina após o esgotamento do limite de vendas com tarifa reduzida.
Pelo lado das importações, houve uma queda de 2,4% em setembro, com o total de US$ 26,7 bilhões. Parte dessa variação está relacionada à base de comparação: no mesmo mês de 2025, o Brasil havia importado uma plataforma de petróleo de valor superior a US$ 2 bilhões, o que elevou excepcionalmente o resultado daquele período. Por isso, a leitura dos indicadores exige considerar tanto o desempenho atual quanto os fatores específicos que influenciaram os números anteriores.