01 – Rio aposta em regime fiscal para atrair importações
O Estado do Rio de Janeiro deu um passo estratégico para reposicionar sua atuação no comércio exterior ao sancionar um novo regime fiscal voltado às operações de importação. A iniciativa, chamada RioComex, surge como resposta à perda de competitividade frente a estados como Santa Catarina e Espírito Santo, que hoje concentram grande parte das operações logísticas do país.
Na prática, o regime estabelece condições diferenciadas de ICMS, incluindo diferimento no desembaraço aduaneiro, redução de base de cálculo e concessão de créditos presumidos. O objetivo é tornar o estado mais atrativo para empresas que atuam no comércio exterior e incentivar que operações hoje realizadas em outras regiões voltem ao território fluminense.
Além de fortalecer a competitividade, a expectativa é que a medida gere impactos econômicos relevantes. Estimativas do setor apontam potencial de arrecadação anual de bilhões em ICMS, além da criação de empregos e estímulo à cadeia logística local.
Para empresas que atuam no comércio exterior, o movimento reforça uma tendência importante: a disputa entre estados por operações logísticas mais eficientes e fiscalmente vantajosas.
02 – Porto de Itajaí cria força-tarefa contra El Niño
Diante da previsão de eventos climáticos mais intensos, o Porto de Itajaí criou uma força-tarefa para monitorar e mitigar os impactos do fenômeno El Niño. A iniciativa tem caráter preventivo e busca garantir a segurança das operações diante de possíveis chuvas intensas, elevação do nível dos rios e outros eventos extremos.
A comissão formada reúne diferentes áreas técnicas e órgãos estratégicos, com o objetivo de acompanhar dados meteorológicos, avaliar riscos estruturais e propor ações preventivas e corretivas. A integração entre setores públicos e privados é um dos pilares da iniciativa, ampliando a capacidade de resposta diante de cenários críticos.
O movimento reflete uma mudança importante na gestão portuária: a necessidade de antecipar riscos climáticos e garantir continuidade operacional. Em um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes, a resiliência logística passa a ser um diferencial competitivo para portos e operadores.
Para empresas que dependem do comércio internacional, o tema reforça a importância de planejamento logístico e gestão de riscos.
03 – Safra de café 2026 deve bater recorde no Brasil
A produção brasileira de café deve alcançar um novo recorde em 2026, com estimativa de 66,7 milhões de sacas, um crescimento de 18% em relação ao ciclo anterior. O resultado reflete um cenário positivo impulsionado pelo ciclo de bienalidade, expansão de áreas cultivadas e condições climáticas mais favoráveis.
O desempenho é puxado principalmente pelo café arábica, que apresenta crescimento expressivo, enquanto o conilon mantém estabilidade com leve alta. Além do aumento da produção, a produtividade média das lavouras também mostra recuperação, indicando ganhos de eficiência no campo.
Apesar da expectativa de safra robusta, o mercado ainda enfrenta desafios, como estoques reduzidos e demanda internacional aquecida. Esse cenário tende a manter o café brasileiro em posição estratégica no comércio global, com impacto direto nas exportações ao longo do ano.
Para o comércio exterior, o avanço da produção reforça a importância de uma logística eficiente para escoamento e competitividade internacional.